Saturday, 31 January 2009

Neo-Pobre (ou Mão de Vaca)

No próximo post, nosso colaborador Deilinho vai contar sobre como fazer a compra do mês e encher o carrinho do supermercado com £1 no Asda.

Monday, 26 January 2009

Volta ao mundo

O grande babado aqui é viajar para outros países da Europa pagando bem pouco. Existem companhias aéreas de baixo custo, como Ryanair e EasyJet, que têm passagens mais baratas que a concorrência e, às vezes, têm umas ofertas mirabolantes. É tudo uma questão de dar sorte e visitar o site no dia certo.... além de assinar a newsletter, of course.

Mas fique alerta se o preço inclui as taxas, e lembre-se que essas cias cobram extra por tudo: cada mala que for despachar, se quiser embarcar antes, se quiser comer etc. Sim, não tem comida de graça, nem barrinha de cereais, nem água.

Aí você vai viver uma experiência muito engraçada. Apesar de ter lugar pra todo mundo no vôo, quando é aberto o portão de embarque as pessoas correm desesperadamente para pegar lugar na fila, como se fossem tirar o pai da forca. Isso só compensa pra você conseguir 'escolher' o lugar de sentar, mas não custa nada manter padrões mínimos de civilidade...

Fora essas duas empresas, depois cada país europeu tem uma ou duas companhias aéreas baratas. Dá uma pesquisada no google, que ele sabe tudo :-)

Ah, e tem uns bons sites onde você faz a pesquisa comparativa do preço dos vôos e, se quiser, de pacotes com hotel. Por exemplo: CheapFlights, SkyScanner, TravelSuperMarket, Expedia e LastMinute.

Geladeira cheia

Aqui os principais supermercados são chamados Tesco e Sainsburys. Eles têm lojas de diferentes tamanhos, menores no centro, chamadas Metro ou Centre (algumas são 24h) e hipermercados mais afastados do centro. Tem muito produto próprio, como temos no Extra e no Carrefour do Brasil, que são mais baratos e costumam ser bons também.

Para quem estiver na época do aperto, existe a seção de 'savings': são as comidas com desconto porque estão perto da data de validade expirar - mas ainda estão dentro do prazo.

Um pouco mais chique é o Mark & Spencer, onde se pode comprar uma comidinha mais sofisticada.

E o mais neo-pobre é o Iceland, onde se pode comprar qualquer coisa por até £1.99 e pacotes gigantes de refrigerante, chocolate, salgadinho...

Uma coisa estranha aqui é que praticamente nada funciona 24 horas, mesmo o que é 24 horas. Tudo fecha, mais cedo ou mais tarde. Seja às 22h, seja aos domingos à noite. Mas fecha.

Outra coisa: em vez de loja de conveniência, aqui existem os "off license", em geral mercadinhos locais de propriedade de imigrantes indianos e paquistaneses.

Morar em Londres

Esse é um dos tópicos mais importantes quando estiver nos preparativos para sua viagem.

Aqui em Londres a moradia é cara e diferente dos padrões brasileiros. Desde simples detalhes, como a máquina de lavar roupa ser instalada na cozinha, não ter lavanderia ou área de serviço, até os padrões de limpeza serem diferentes de um país para outro!

Há diversas possibilidades de moradia. Não vou citar hotéis, Bed & Breakfast, Albergue, porque são para curtos períodos. Se a permanência for por um tempo maior, você tem que achar uma casa para morar.

Quem vem para estudar, pode pagar acomodação em casa de família, em geral oferecida pelas escolas. Porém, é aquela coisa: morar numa casa de família, que não é sua, você pode ter horário pra voltar pra casa, não tem liberdade para receber visitar, tem limite de uso da máquina de lavar e, às vezes, não pode usar geladeira nem fogão. Enfim, a facilidade é inversamente proporcional à liberdade.

O mais comum e acessível é dividir uma casa ou apartamento com outras pessoas, num esquema república. Voce pode encontrar uma casa com quatro ou até mesmo 15 pessoas. Lembre-se de checar em que zona da cidade (1,2,3,4,5) a casa está localizada (pois isso interfere no valor a se pagar, mas também no tempo e $$ gasto em transporte), quantas pessoas moram lá e o número de banheiros disponíveis.

Em Londres, paga-se, em geral, pelo quarto e por semana. Você pode escolher um quarto de solteiro, duplo ou triplo: depende do quanto quer gastar para bancar sua privacidade.

Outra dica importante é saber se o preço inclui todas as contas (council tax, water, eletricity, TV, gas...) e se há restrição para o uso do aquecedor da casa. No inverno, este "detalhe" pode significar passar frio dentro de casa!

Há casas que são 'gerenciadas' por agências de brasileiros, e você pode contratar antes mesmo de sair do Brasil. Até porque, na Imigracao, um dos itens que podem ser exigidos é uma carta comprovando sua residência no Reino Unido. Porém, nesse caso, você tem um intermediário, e segundo me ensinaram na escola o intermediário sempre leva algum dinheiro na história.

O ideal mesmo é alugar direto do 'dono'. Ou procurar no famoso www.gumtree.com. Você pode ter a rica experiência de dividir casa com estrangeiros. Dependendo do seu perfil, é aconselhável checar não apenas a casa, como também o perfil dos moradores. Por exemplo, horários, se gostam de dar festas barulhentas em casa, se são 'limpinhos e asseados', enfim.

E não se esqueça: contrato ou recibo comprovando seus pagamentos.

O ideal é fazer as contas e decidir qual o perfil de moradia que combina com seu orçamento e sua personalidade e... Vem para Londres!

Londres, capital do mundo!

Sabe aquela música do Zeca Pagodinho: "Com que roupa eu vou..."? Pois bem, aqui em Londres esta não é uma preocupação. Aqui você encontra todas as nacionalidades. Pense num paés bem remoto e pode ter certeza que tem gente desta região morando, trabalhando ou apenas curtindo Londres. O que menos se encontra nesta cidade são os britânicos. A pergunta mais comum aqui é: "Where are you from?". O grande benefício desta miscelânea cultural e étnica é que tudo é possível.

Seja no metrô, nas ruas da cidade, nos bares ou festas, você pode se vestir da maneira que quiser. A moda aqui é se sentir à vontade e confortável. Se você sair de pijama, ninguém vai reparar e você pode até criar moda.

De cores despojadas a chapéus extravagantes, encontra-se de tudo nesta big cidade. Você pode comprar roupas descoladas em mercados abertos, nas tradicionais lojas em shoppings ou na agitada Oxford Street. Por favor, dê uma parada na Primark (fica ao lado do metrê Marble Arch, na Oxford Street). É uma das lojas mais populares e você pode comprar varias coisas com £10. Não posso dizer que seja maravilhoso, mas é prático, barato e vale a pena conhecer!

Vem pra Londres e veja você mesmo qual a moda que quer seguir!

Friday, 23 January 2009

Escolas para todos os gostos - e bolsos

Quem é brasileiro e não tem cidadania européia, precisa entrar no Reino Unido com visto ou de turista, ou de estudante. O mais comum é se matricular em uma escola de inglês, e precisa ser um curso integral (‘full time’), ou seja, de 15 horas por semana.

Se você quiser um curso mais intensivo, pode se inscrever em um curso ‘General English’ de 15 horas + um módulo extra (pode ser ‘Speaking’, ‘Writing’ ou algo mais sofisticado, tipo ‘IELTS’ ou ‘English literature’).

As exigências para escola variam. Se você está saindo do Brasil, precisa confirmar que a escola é reconhecida pelo British Council. Você pode checar aqui.

Os cursos costumam ser mais baratos à tarde e quando a escola fica fora do Centro (Zona 1). Além disso, quanto mais longo for o curso, mais em conta fica o valor por semana. Às vezes, um curso de um ano pode ser pouca coisa mais caro que um de seis meses.

Abaixo, seguem algumas sugestões de escola com preços variados. Não estou dizendo que todas são boas. Aliás, a infra-estrutura da escola pode ser melhor ou pior de acordo com os preços cobrados, mas o que conta mesmo é se o seu professor é bom ou não. Ah, e algumas estão lotadas de brasileiros. (Se você quer ficar enfurnado com um monte de brasileiros, só falando português, é melhor nem sair do Brasil).

Malvern House

TLSI

Lite College

Burlington Academy

Great Chapel

The English Studio

LTC College

London Thames College

Edgware Academy

PS: Yes, we can! Você pode contratar seu curso diretamente com a escola, não precisa ficar pagando agência de intercâmbio

Thursday, 22 January 2009

Como arranjar emprego 2

Os números do desemprego no Reino Unido ultimamente estão assustadores, mas não é motivo para desanimar. Algumas dicas para buscar trabalho:

- imprimir um bom currículo e bater de porta em porta, entregando, de preferência, para o gerente ou supervisor (pois outro simples mortal pode querer te boicotar....)

- preencher cadastros via internet, tipo: Starbucks, Caffe Nero ou Costa Cafe.

PS: Em alguns lugares, voce pode imprimir a ficha de inscrição, preencher e xerocar a ficha preenchida. Aí é só sair distribuindo.

- procurar a central de trabalhos do Pret-a-Manger, uma rede de cafés natureba, localizada na estação de Victoria.

E, claro, no fim das contas, brasileiro sempre acaba ajudando brasileiro. E por aí vai. Como diria minha mãe, quem não se vira é caju, que já nasceu de ponta-cabeça.

Monday, 19 January 2009

Como arranjar emprego

Trabalhar em Londres é essencial! A cidade traz muitas possibilidades, mas é muito cara. Se você tem visto de estudante e vai ficar pelo menos seis meses no Reino Unido, o governo britânico lhe permite trabalhar 20 horas por semana. No caso de quem tem cidadania de alguma país da Comunidade Européia, não há limite de carga horário.

Pelo menos no início, o mais comum é achar um trabalho temporário em pubs e restaurantes. O site GumTree traz várias possibilidades: Bar Jobs/ Hotel Jobs/ Waiting Restaurant/Part Time/Evening/Weekend, entre outras. Dependendo da época do ano, há diversas opções de trabalho!

Outra dica é procurar as agências de trabalho temporário que cadastram estrangeiros (sejam estudantes ou não). Há uma lista imensa de possibilidades. Vou citar algumas grandes, mas a lista é grande: Blue Arrow, Admiral, Berkeley Scott têm trabalhos para quem tem todo tipo de nível de inglês. Elas pagam, em média, entre ₤5,75 e ₤6 por hora, que é o ‘minimum wage’ (salário mínimo).

Você tem que ir na agência e preencher o ‘application form’, levar o passaporte, e depois eles vão te ligando e passando trabalho. Não se preocupe com a falta de experiência. No caso das agências, eles sabem que as pessoas não possuem grande habilidades no ramo, por isso pagam tão pouco. Mas não deixa de ser uma experiência para aprender inglês, ganhar dinheiro e conhecer mais a cidade.

Uma outra forma é imprimir um currículo em inglês e entregar ao gerente em bares e restaurantes. Alguns destes locais colocam um aviso na porta: ‘Waitress required’ ou ‘Staff Wanted’. Muita gente consegue trabalhos bacanas indo de porta em porta.

Depois de um tempo em Londres você pode, então, procurar outros locais para trabalhar. O importante é ficar atento e boa sorte!